E tudo começa com algo que não se sabe como nomear, eu chamo de dor, uma dor sem destino, uma dor sem lugar, mas que existe, que se sente, se sente no peito com o coração acelerado, se sente nas mãos trêmulas que se negam a silenciar-se, se sente na garganta com o nó que se dá, se sente nos olhos que insistem em derramar lágrimas, se sente lá fora na ausencia de fôlego, e ainda se sente dentro, de um jeito que não dá pra explicar. Explicações, talvez seja tudo que se queira dar, os batimentos, o frio, as lágrimas, são apenas uma desculpa pra dizer o que se sente lá dentro, é só um meio descontrolado de dizer que as coisas não estão bem. Os seus olhos se abrem e se fecham, na esperança de que tudo passe, na esperança que tudo sejá apenas um dia ruim, até que você percebe que não há outra opção, que a realidade dada é aquela e não vai mudar, então você pode sentir, como parte de ti, aquela sensação escura, aquela voz que te diz que você está só, e que ninguem vai se preocupar, diz que tudo pode acabar pra você e nada vai mudar para o resto do mundo, eis que chega a solidão, sem avisos pra se preparar, simplesmente vem.
Então você consegue transparecer a si mesmo, e vê que nem você mesmo consegue ficar ali, se pergunta o que há de errado, se pergunta onde estão aqueles dias de sol, aqueles sorrisos do qual você se orgulhava, dos olhos que diziam tudo que havia lá dentro, sente que tudo está errado, sabe que tudo está errado, e então espera, sentado como uma criança esquecida pelo mundo, que um sorriso te salve de toda dor, espera que alguem te siga mesmo que pro incerto e te de a mão, que compreenda o que vc não compreende, que te abrace e faça você chorar ainda mais, mas dessa vez por estar tudo bem, espera que alguem lhe dê seu coração, espera as palavras que deve ouvir, o silêncio que lhe traz a paz, espera que o frio vá embora, que alguém esteja com você e que o mundo não importe... eu espero.
As vezes me pergunto se não deveria chamar isso de outra forma, dor parece tão certo, mas algo me diz que não é, talvez o nome disso tudo seja amor, talvez o desejo de um ao menos.
Então você consegue transparecer a si mesmo, e vê que nem você mesmo consegue ficar ali, se pergunta o que há de errado, se pergunta onde estão aqueles dias de sol, aqueles sorrisos do qual você se orgulhava, dos olhos que diziam tudo que havia lá dentro, sente que tudo está errado, sabe que tudo está errado, e então espera, sentado como uma criança esquecida pelo mundo, que um sorriso te salve de toda dor, espera que alguem te siga mesmo que pro incerto e te de a mão, que compreenda o que vc não compreende, que te abrace e faça você chorar ainda mais, mas dessa vez por estar tudo bem, espera que alguem lhe dê seu coração, espera as palavras que deve ouvir, o silêncio que lhe traz a paz, espera que o frio vá embora, que alguém esteja com você e que o mundo não importe... eu espero.
As vezes me pergunto se não deveria chamar isso de outra forma, dor parece tão certo, mas algo me diz que não é, talvez o nome disso tudo seja amor, talvez o desejo de um ao menos.
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