segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

depois da tempestade?

Depois de tanto sofrer, sem nem saber porque, as coisas começam a ficar mais suaves, a cicatriz não arde tanto quanto antes, e consigo olhar pra ela sem sentir toda a dor de quando ainda era uma ferida.

Eu aprendi a algum tempo a valorizar as pequenas coisas, guardar as pequenas coisas e a elas atribuir grande significado, e sentia falta desses pequenos gestos, pequenas coisas. Eu ganhei um background pro meu tumblr, "é só uma imagem" podem pensar, mas o fato de ele ter tido o trabalho de fazer, escolher, recortar, unir, colocar no lugar, arrumar as cores, quando só pedi pra mudar a cor da letra significou muito pra mim. Não estou escrevendo muito bem hoje, e tenho certo receio de expor algo que não diz respeito só a mim, ele pode ler e ficar incomodado, mas tinha que escrever, este natal não ganhei nada que pudesse significar, dinheiro é legal afinal, mas é só papel, este foi o presente mais bonito, o que mais tem significado, o que mais gostei. Arigatou ne *-*

Repito que não consegui colocar as palavras como gostaria, mas o que queria dizer é que isto me deixou feliz, como não ficava a muito tempo :)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FIM!

Eu queria conseguir explicar o que são os sentimentos que me acometem no momento, mas a falta de ar e a angústia constante me impedem de dizer mais do que "estou mal".
Me sinto caindo continuamente num poço escuro, onde meus gritos ecoavam, mas agora me poupo, já que ninguém poderá me salvar.
Não sinto mais as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, nos acostumamos a certas coisas, e isso é como uma cura não surtir mais efeito, é não ter pra onde correr, o que fazer pra aliviar a dor.
Hoje é o ultimo dia do ano, mas e daí? É só mais um dia onde acordo sem vontade de levantar da cama, onde me arrasto durante horas esperando que a lua traga a noticia de que já posso me esconder em meus sonhos, os quais um dia já foram mais felizes, apesar de até lá a angústia estar presente, parece-me ser mais suportável.
Sinto a dor, aqui dentro, em mim, eu estou doendo, e não há cura, não nada a se fazer.
Estou somente esperando que o sol caia e a lua tome seu lugar, tomarei meu lugar nos sonhos e lá permanecerei até que o fim tenha acabado. Não tenho muitas esperanças para o novo ano, esperanças pra mim sempre foram ruins, mas tenho certeza de que poderei ao menos respirar sem tanto esforço.

Acabe, e traga de volta minha paz!

domingo, 7 de novembro de 2010

Angústia.

A angustia que sinto, ela não tem nome, não sei o que ela espera de mim, não sei pelo que ela grita, pelo que me sufoca, já fiz tudo que estava ao meu alcance, já passei de grandes porções de salada, incenso e livros até álcool, cigarro, música alta e descontrole, já cantei versos diversos, sobre ódio e sobre amor, já fui aos lugares que me lembram do passado, já fui à lugares que nunca havia estado, já encontrei pessoas depois de anos, já conheci novas, já vi o sol nascer e já o vi se pôr, já experimentei a dor, já vi o sangue, tive pensamentos ruins e tive sonhos brilhantes, já fui bom e já fui mal, já fiquei no meio da estrada, já quebrei e já criei regras, busquei no alto, no horizonte e até dentro, já sorri e chorei, as vezes tudo isso junto, as vezes com grandes intervalos, tentei ser sincero comigo e mentir pro resto do mundo, menti muitas vezes que tudo estava bem, acreditei muitas vezes que estava, quis mudar as coisas, tentei mudar, mas sempre acabo em meio ao nada, e sempre volto onde comecei, já quebrei correntes, já reconstrui castelos, já venci dragões, nunca tive cavalos brancos, cabelos ao vento e nunca encontrei uma princesa a ser salva, já desfiz encantos, já cai em desencanto. As vezes eu paro pra pensar, as vezes penso andando, no que tudo isso significa, de onde vem essas sensações, emoções, sentimentos, dores, essa angústia, mas é como se eu corresse no escuro, esperando algum barulho que denuncie a presença da causa disto tudo, por enquanto em vão, por enquanto não. Agora acho que não sei, talvez depois eu saiba, mas pode ser irreal, surreal, devaneio ou ilusão, só pra preencher por algum tempo o vazio, a raíz da questão, e quem sabe um dia eu descubra de onde vem essa coisa sem nome, que me causa não sei o que, me faz fazer coisas sem sentido, escrever coisas ao vento, ignorar o tempo, e talvez um dia eu saiba o porque eu quero descobrir, talvez um dia eu descubra se faz diferença e se era algo realmente grande como agora parece ser, mas por agora, me limito a isso, duvidas e incertezas, apostas e tentativas... A angústia que sinto.

domingo, 24 de outubro de 2010

censura ...

Tenho receio em dizer que ninguém conseguiu encontrar as palavras certas pra mim, não quero que meus amigos se sintam mal, mas sinto necessidade de alguém pra dizer o que sinto, pra dizer o que sinto mesmo, sem mascaras e orgulho. Não preciso mais ouvir que é melhor assim, que um dia passa, que ele não merecia, essas coisas que já se tornaram padrão a se dizer a alguém que está mal por razões como esta.
Eu não fui o cara perfeito, cometi meus erros e não tenho o direito de jogar toda a culpa pra longe de mim, mas também não mereço tê-la toda pra mim.
Não posso cobrar, nem ao menos dar dicas do que espero, visto que nem eu mesmo sei o que preciso, e estou demasiado triste pra ouvir-me estando demasiado triste também, só sei que sinto tudo aqui dentro me sufocando, me impedindo de respirar, e isto me machuca.
Não quero ser ingrato, longe disso, tenho ótimos amigos, que me fazem muito feliz quando distraido, mas meu sorriso soa meio falso, porque não consigo dizer o que estou sentindo pra ninguém, sempre digo que estou bem, e o velho sorriso aparece pra mascarar a dor até que eu esteja só e sem motivo pra sorrir.
Nem sei mais o que estou dizendo, é assim, me perco em meio aos meus pensamentos, e nem dizer isto ao vento ou neste blog que a algum tempo me fazia tão bem faz diferença.

Eu tenho medo, medo de não conseguir tirar a mascara marcada com um "tudo bem", porque com ou sem, o que está dentro é o que importa, e talvez eu não consiga mais dizer o que está lá.

domingo, 26 de setembro de 2010

Drama

Começo a acreditar que tenho certa afeição pela dor e pelo sofrimento, visto que os cultivo como plantas em um jardim, mesmo sendo ervas daninhas que nunca darão flores, as lindas flores que sempre espero que dêem, elas me machucam com seus espinhos e me entorpecem com seus venenos, me arrancam o que tenho de bom e deixam cair em mim sementes de solidão, que também são cultivadas por mim, com meu próprio amor. E assim continuo, cercado por um jardim de dor, refutando a ideia de que lá fora possam existir flores, as que tanto desejo inultimente onde estou, até que a chuva cesse ou até que as gotas de chuva perdidas em meio a lágrimas tornem-se suficientes para ofuscar a minha visão, ou o veneno seja tanto quanto necessário pra ter fim o que me mantem aqui.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Deixei de só sentir...

Agora eu também vivo.

Meus pensamentos e sentimentos estão tão vivos em mim que fica até difícil mantê-los aqui, as vezes parece que não vou segurar tudo e algo vai escapar de alguma forma, como uma explosão.
É tão estranho como me sinto, não sei como explicar, mas sei que o que sinto é real, é verdadeiro, aquele desejo de estar constantemente junto, de poder olhar aqueles olhos o tempo todo, de poder fazer se abrir aquele sorriso que me fascina, o querer estar, e não o querer ter.
Mas junto disto uma vontade imensa me consome por dentro de poder abraçar, poder tocar aqueles lábios e sentir como se fossemos um, poder dar a mão e segurar firme, poder dizer "eu te amo", poder ligar e perguntar como está, poder aparecer do nada só pra matar a saudade, poder sorrir quando estou sozinho porque de algum modo o tenho comigo. Acho que ainda assim não é o querer ter, mas o querer amar e ser amado.
Sempre achei que queria demais, mas se algum dia poderei desejar mais do que mereço então que seja este o momento.
Como me mata a vontade de dizer tudo que sinto, e como me dói segurar tudo isso...
Tudo que quero dizer é que cada dia em que passo sem você é como um dia vazio, é como se não houvessem caminhos pra seguir, como se não houvesse mais nada além dos tempos em que você estava aqui, que meu maior erro foi não ter forças pra aguentar, pra sustentar este amor, não ser capaz de cultivar. Queria que soubesse o quanto te amo, e o quanto desejo incansavelmente que sentisse o mesmo. Já não sei se devo me sentir idiota, dramático, exagerado ou sei lá, só sei que é o que sinto e as vezes isso se expõe de maneiras erradas, é um ultimo grito desesperado de "preciso de você", é só a esperança que não me abandona dizendo que ainda pode ser, ainda pode acontecer, ainda pode haver amor.

Queria que você soubesse, queria. :/

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Só sinto ...

é como se eu ao mesmo tempo em que sei o que sinto, não sei. Eu sei o porque, mas não creio que haja motivos, eu sei que acabou e que não vai mais voltar, eu sei que não adianta eu tentar, mas mesmo assim, parece que luto contra mim mesmo, e as vezes esse outro lado, o que ficou lá atrás, preso ao tempo em que estávamos juntos me vence e então me sinto tão arrasado, sem vontade pra nada e tudo que consigo fazer é abandonar o mundo, sair por ai, comer chocolate pra disfarçar, ler livros pra ver se me perco em outros mundos, focar meu olhar em outras coisas pra quem sabe esse sentimento me deixar, este lado inconformado se acalmar e eu novamente tomar minhas obrigações.
Mas parece que acalma-lo não tem sido de grande valia, se toda vez que vejo, ouço ou algo acontece pra me lembrar que teve fim, que não está mais aqui o mundo desaba novamente, de novo e de novo, como num circulo vicioso, onde me reconstruo e me destruo, continuamente, sem saber o que mais posso fazer.
Queria ter meus quinze anos de volta, poder projetar meus problemas no mundo e me sentir mais livre, mas já está na hora de entender meus conflitos internos como meus, não vindos do mundo. Não preciso dizer que estou muito confuso, e que não faço a menor idéia do que fazer, tenho me iludido, dizendo que ano que vem tudo vai estar bem, que é só uma fase ruim e que vai passar e que não vou precisar fazer nada pra isso.

Esse meu maldito hábito de esperar que tudo melhore, foi assim a vida toda, e não vai ser tão rápido que vou mudar, tenho que aprender a lutar pelo que quero, e quebrar esse bloqueio que me faz parar quando s coisas complicam, isso já me destruiu muito, e me sinto tão ridículo, tão inútil, saber disso e não conseguir mudar, e toda vez que as coisas apertam o que falo e me sentir mal sumir por ai e preencher o vazio com qualquer outra coisa, quando devia lutar pras coisas ficarem bem. tudo que consigo sentir por mim no momento é uma raiva indiscritivel, e isso se confirma quando tenho vontade de acabar por aqui com tudo isso, afinal seria fácil, um corte, um salto ou qualquer coisa, e tudo teria fim, sem mais preocupações tudo que fui sou ou seria teria fim, e tudo ia continuar como está, exceto eu.
E esse desejo de acabar com minha vida me faz me odiar ainda mais, por ser tão mesquinho e egoísta, por não pensar na falta, mesmo que seja insignificante falta que farei a algumas pessoas, e me odeio ainda mais.
Então desisto de partir sem explicações, talvez meu desejo de continuar aqui já seja algo bom, mas não é o bastante. Tenho que me virar, aprender que nada vai ser fácil, e que não adianta mais me encolher num canto e chorar, esperando alguém me dar a mão e mentir que tudo está bem, porque não está, e nada vai mudar, a dor vai continuar aqui, o ódio vai continuar aqui, enquanto eu não me entender comigo mesmo, enquanto eu não criar em mim forças e motivos pra lutar.

Enquanto eu não aprender a viver sozinho, por mim, não viver pra ser amado pelos outros.